doeu? sim.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

quando os assaltantes entraram pela porta dianteira, eu estava na frente da porta traseira, só esperando o meu ponto chegar. senti medo do que poderia acontecer... não só o fato de perder um celular, mas senti medo de todo o resto. as possibilidades ruins eram infinitas. foi quando resolvi pular. eu estava de salto, com uma bolsa e uma sacola na mão. pulei. costumo dizer que, assim que meus pés ficaram sem chão, eu só consegui pensar no "fo-deu". já sabia que não sairia inteira dali.

quando levantei, senti um pedaço do meu dente na boca e gosto de sangue, muito sangue. olhei para a minha blusa e vi mais sangue. resolvi encontrar forças para caminhar até a minha casa. meu corpo me obedeceu, mas acho que nunca tremi tanto na minha vida.

quando cheguei em casa, vi nos olhos dos meus pais o medo de perder uma filha (...)

me perguntaram muitas vezes se não senti dor depois do acidente.

não, não senti. eu só sentia medo. mas senti dor quando vi meu pai limpando o meu sangue e minha mãe me cobrindo e me abraçando. quando vi meu pai entrando no meu quarto pra ver como eu estava e me encontrando de olhos abertos de pavor por tudo que tinha acontecido. senti dor quando vi meus sobrinhos e minha irmã no dia seguinte, antes de ir para o hospital, e notei o medo que eles também estavam sentindo.

doeu quando a minha sobrinha passou a me chamar de titia dodói e quando não quis mais chegar tão perto de mim. talvez por medo de me machucar, talvez por medo dos meus machucados.

doeu quando minha melhor amiga disse que se eu morresse ela entraria em depressão. doeu quando o meu amor disse que sentiu medo de me perder.

doeu entrar na sala de cirurgia e me despedir da minha irmã, que disse, com a voz chorosa: "vai dar tudo certo, meu amor". doeu encontrar a minha família depois da cirurgia, com o rosto cheio de sangue por causa dos tubos e ainda zonza da anestesia, e não conseguir contar tudo que estava sentindo (valeu, bloco de notas do celular).

eu sinto dor quando penso em tudo e percebo que poderia ter sido bem pior.

a dor física não é nada quando comparada a dor emocional. só senti dor quando percebi que as minhas ações podiam resultar em muita tristeza para quem amo. não tive culpa do assalto, mas tive culpa de voltar para guarulhos no último ônibus, mesmo com meu pai dizendo "vem logo, filha, o bairro tá estranho essa noite".

e apesar de toda essa dor, eu estou bem e a cada dia que passo fico melhor. e agora, sim, sinto dor. mas a dor não é nada quando comparada a cada visita, cada mensagem, cada sopa nova, cada mingau, cada curativo.

quando meu pai chega do trabalho, a primeira coisa que ele faz é me procurar para saber se estou bem.

a dor não é importante nesse processo. entender o que o meu destino quis me ensinar, sim.

amor!

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

cá estou, sentada no quarto com um ursinho nas costas e o outro no colo, um livro aberto de um lado e uma xícara de chá do outro. chá de erva doce que meu pai fez, livro que uma amiga me deu, ursinhos que pessoas especiais me deram. a cama está fresca, lençóis recém trocados. já percebeu como é gostoso deitar em lençóis novos depois de um banho? prazer de outro mundo. o clima está quente, aparentemente uns 30º só no meu quarto. janela aberta, cortina cobrindo tudo mas permitindo uma leve brisa. 

tomei meu remédio e enquanto leio e tomo o chá, espero o sono chegar. nas últimas semanas ele tem demorado para aparecer, mas pelo menos sei que até as 02h ele bate na porta. aguardo. enquanto tudo isso acontece, chá, ursos, livros e remédios, paro e penso, novamente, em tudo que me aconteceu. sei que falo demais sobre o acidente recentemente... mas sabe, foi um acidente. por muito pouco algo pior não acontece. se antes de tudo isso eu já era uma pessoa positiva demais, imagine agora. 

eu senti muito medo. medo da operação e de tudo que isso causava. e ainda sinto. medo de ficar com a mordida torta, medo de passar a vida com um pino dentro do meu corpo, medo de sentir dor quando o clima ficar frio.

mas são apenas alguns ossos que logo logo estarão colados e fim, podemos seguir a vida. acho meio ridículo ter medo de uma mordida torta quando tantas pessoas passam por coisas mais difíceis. leva um tempo para entender que nosso buraco não é tão lá embaixo e que a vida, apesar de tudo, é maravilhosa.

meu corpo, cabelo, rosto, com maxilar torto ou não: perfeição! e não perfeito de lindo, perfeito de perfeito. eu existo! sou amada e amo. isso basta. com saúde corremos atrás do resto e com o resto corremos atrás da saúde. 

vamos reclamar menos e sorrir mais. mesmo com maxilar torto. 

médico disse "evita falar, evita dar risada". eu até evito... mas quando surge a oportunidade, eu dou risada sim senhor. se uma queda não me matou, não é uma risada que vai me matar. 

no fim das contas, ela vai é me curar. 

meu sobrinho acabou de entrar no meu quarto. me deu um beijo na testa, me desejou uma boa noite e disse que me ama. e do que mais eu preciso? de nada. estamos bem, estamos vivos e com a respiração funcionando corretamente. é só isso que importa. 

muitas coisas aconteceram, por fora e por dentro. mas se tem algo que vou levar para sempre desse acidente, é o amor que recebo. 

obrigada, deus. sei que você existe, seja em forma de fé, amor ou energia. ou é realmente um homem com barba, não importa. eu só sei que o que importa são as coisas que sentimos com o nosso coração. e isso, deus, sinto em demasia.

maria vitória e inácio

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

desde o dia do acidente, me tornei noveleira. assisto t-o-d-a-s. e também leio e vejo filmes. mas que aguardo com ansiedade o horário das novelas, aguardo sim senhor. pode me julgar.

estava assistindo "tempo de amar" e me deparei com a personagem Maria Vitória, que ganhou um livro e pediu dedicatória. oi, naiara. a tal da vitória ama o inácio, um carinha com aqueeeela cara de barroco, cara de condicional, sabe? amo. só que inácio, por algum motivo que desconheço, estava cego (ainda não assistia a novela nessa época). dai que ele voltou a enxergar e se apaixonou por outra moça e PÁ, estão noivos. e a maria vitória lá, coitada, esperando o inácio, colando o instrumento do inácio, pensando no moço. inácio não sabe que a vitória está lá, pensando nele. mas ele pensa nela. 

e o que eu poderia pensar sobre a maria vitória: tadinha. parte pra outra, boba, olha o vicente ai todo te querendo, te dando um livro do Machado. mas não. a única coisa que posso dizer é: inácio vai ficar é com a maria. vai partir o coração da lucinda? vai (e ela bem merece). mas é de maria o coração de inácio.

e eu explico a minha afirmação: é amor antigo. amor do passado, amor do presente e futuro. amor internalizado em textos, desenhos e músicas. e eu sei disso pois esse amor é o mesmo amor que eu amo. infelizmente (ou felizmente), a novela é de época, portanto inácio e maria estão no passado, onde não existia whatsapp, facebook, facetime, instagram e sabe-se lá o que mais. na época existiam cartas (por isso o felizmente, quem não ama cartas??) e isso faz com que o encontro dos pombinhos não seja tão fácil. mas quem gosta das coisas fáceis demais, né?

eu amo o tanto que maria ama. assim como ela, achei que tinha perdido o amor da minha vida em muitos momentos. seguimos outros rumos e tocamos em outros corpos. fomos de outras pessoas, mas no fundo somos apenas nossos. sabíamos disso, ninguém nunca negou. e sempre, sempre nos reencontramos. 

por mais que a tecnologia ajude, a distância atrapalha. inácio e maria estavam perto um do outro, ele no carro e ela atravessando a rua, vê se pode, e não se encontraram. de qualquer forma, estão perto, e só precisam de uma ajudinha do destino (e do roteirista rsrs), mas logo se encontram.

no nosso caso, querer não bastava. longe, muito longe. e os desencontros sempre presentes. quando parecia ser a hora, não era. até que um dia.... foi. e ninguém precisou mudar o roteiro não, viu? tempo certo na hora certa. 

é o tipo de amor que dura anos, quiça para sempre. desencontros? teremos. brigas? também. vamos nos perder pelo caminho? ô. 

mas quando é amor, a gente sempre dá um jeito. 


pulei de um ônibus em movimento

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

desisti de olhar as metas que coloquei para 2017. quis muito, fiz pouco. ou talvez eu só esteja me criticando, como quase sempre faço, sem realmente olhar para todos os meus feitos.

talvez, de tudo o que fiz nos 365 dias desse ano, o mais importante foi esse: eu pulei de um ônibus em movimento e sobrevivi. quebrei o maxilar e outros dois ossos. poderia ter sido pior, bem pior. ainda não sei o motivo que me levou a fazer isso. foi o assalto, o medo, a reação da ação, o fato de estar na frente de uma porta aberta enquanto assaltantes assaltavam? ou talvez, por sempre me considerar passarinha, achar que poderia voar?

eu pulei. e desde então não posso falar tudo que quero, nem comer tudo que quero. não posso sair, não posso trabalhar direito e nem dormir de bruços, posição tão preferida. choquei meus pais e o que vi naquele dia, não quero ver nunca mais. tem vezes que reclamo, tem vezes que agradeço. pelas pessoas, agradeço em dobro. recebi muito amor de quem realmente vale ouro na minha vida. amor, apoio, forças, boas energias, mensagens e visitas. e sopa. dáááá-lhe sopa. e agora cá estou, focando na minha recuperação, tentando compreender e aceitar que, desde o dia 01 de novembro, sou uma pessoa mais madura, que entende que no mundo existe maldade e que o mais importante na vida é a minha vida, portanto, devo cuidar dela. ao mesmo tempo que reclamo dessa "fase", sei que sinto a menor das dores e que existe coisa pior nesse mundo.

e apesar de tudo, continuo vivendo a minha vida da melhor forma. doando amor, lendo meus livros, escrevendo algumas coisas por ai e me cuidando. sinto pavor dessa situação, me preocupo, passo por cima dos meus medos: exame de sangue, injeção, tomografia, operação, internação... sobrevivi a tudo isso. e também me sinto sortuda por diversas coisas, principalmente, por saber que tenho a vida toda pela frente. 1 mês de repouso, 2 meses de recuperação, no máximo 3... o que é que tem? 

em breve volto para esse mundão que de vez em quando me acolhe, ou repele, depende do dia. para continuar a vida, as metas, as histórias para contar. 

e uma das maiores histórias, será essa: "ei, galera, e quando me joguei de um ônibus em movimento?".

não vão me derrubar! muito menos tirar o meu sorriso do rosto. paz e bem, volto logo. 

- escrevi esse texto no dia 05/11, 4 dias depois do acidente. sigo viva!




crescer

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

eu tento me agarrar nesse sentimento com todas as forças. repasso as cenas na cabeça, guardo as partes boas, confio no nosso futuro. sei que é de verdade, mesmo com todos os nossos problemas.

mas a verdade mesmo é que eu preciso ficar ainda mais sozinha. cuidar de mim, da minha saúde, beber mais água, alugar uma casa, alimentar o cachorro, regar as plantas, cozinhar, aprender a dobrar lençol de elástico, fazer uma pós, aprender inglês, ir para portugal, viajar por alguns países da europa, acompanhar o crescimento dos meus sobrinhos, quem sabe adotar um gato, construir o Café, O Sebo, vender livros... e ai, então e talvez, ter espaço para mais alguém na minha vida. seja você ou qualquer outro.

o amor que sinto por ti é grande demais. tão grande que de vez em quando fica maior do que eu. e ai quando você me magoa, joga um balde de água fria no meu dia. e eu sou maior do que tudo isso. ou pelo menos deveria ser. ou pelo menos, pelo menos, deveria saber que sou.

e você me magoa sem antes pensar que pode me magoar. sem perceber que, se não é para fazer o bem, não precisa falar. pode ficar em silêncio. nesses casos, é mais saudável. tu fica tanto em silêncio e quando deve ficar, fala. vai entender. eu preciso ser maior do que tudo isso, e não posso permitir que um outro alguém acabe com o meu dia. só eu posso ter esse poder, e mesmo assim não devo usá-lo nunca. você entende o que quero dizer?

tu não sabe, mas eu sou rodeada de pessoas do bem. e pessoas que me querem, no sentido mais literal da palavra, também. e eu sempre escolho você. mas eu preciso ser maior do que tudo isso, meu bem. maior do que a mágoa que você causa, mesmo que tão raramente.

eu preciso ir embora. mas dessa vez, só voltar quando for a hora.

o amor é uma coisa louca

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

o amor é uma coisa louca. eu não canso de dizer isso.

e eu escrevo sobre isso agora pois acabei de chegar em são paulo depois de passar 23 horas com a pessoa que amo. o coração ficou apertado assim que entrei na sala de embarque, e ainda está. mesmo tendo a certeza do amor, mesmo sabendo que tudo está bem, mesmo sendo tão recíproco e verdadeiro, a despedida dói. ficar longe, também. 

o amor é uma coisa louca. ele se instalou de tal forma em mim, com ele, que eu só queria poder juntar tudo numa coisa só. e eu sei que esse é o nosso destino: nós dois. eu sei, ele sabe, o mundo inteiro também. pode ser que demore, mas eu sei que um dia será. acho que é a única certeza que tenho na vida.

é por isso que digo que o amor é uma coisa louca: ele supera a distância, a saudade, a falta. é por culpa dele que nosso beijo combina, que nossa conchinha se encaixa, que os nossos tamanhos são parecidos: para que o nosso abraço seja tão aconchegante quando estamos juntos. ele é uma coisa louca pois, para nós, chegou do nada e permaneceu. e permanece. e parece que nunca vai embora. 

eu sinto falta da sua respiração ao dormir. sinto falta de acordar do seu lado, dos seus carinhos, do seu ombro, do seu toque, de te fazer carinho, da sua massagem. eu sinto TANTA falta. mas só de pensar que eu tenho uma pessoa nesse mundo que se encaixa tanto em mim, o coração começa a doer menos. é raro, né? amor avassalador que dizem. eu tenho. e eu só posso agradecer por tudo isso.

"por mais dias acordando do seu lado". que assim seja.

vamos falar sobre 2017

sexta-feira, 6 de outubro de 2017


vamos falar sobre 2017? vamos. ano difícil, hein? já dizia valesca: tiro, porrada e bomba. e dáááá-lhe bomba. 


como não posso falar por outros, falo por mim. não foi fácil e continua não sendo. foi O ANO da crise financeira e da preocupação com o que acontece de péssimo nesse mundão (ou seja, quase tudo). perdi minha vó, estou há 8 meses longe da minha mãe, passei 6 meses longe da minha melhor amiga, não paguei várias contas... entrei pra listinha vermelha de tantas, mas tantas empresas que ó, naiara neves é famosa no Serasa.

mas mesmo assim, sobrevivendo estou. e como dizia valesca: "desejo a todas inimigas vida longa, pra que elas vejam a cada dia mais nossa vitória". mentira. nem inimigos tenho. acho que, em todos os anos, esse foi o primeiro em que não fiz inimizades. apenas amizades. e das boas. quem encontrei pelo caminho mas que não me acrescentou em nada, simplesmente não permaneceu na minha vida, saiu logo em seguida. perder energia com quem não acrescenta? não rola. 

apesar de tudo do tanto que rolou esse ano, eu viajei, criei histórias, conheci pessoas, fui em tantos shows que todos os dedos das mãos e dos pés não são suficientes. conheci o rio de janeiro, cara. passei uma semana num lugar que tanto amo, me despedi da minha avó, planejei o lançamento de sei lá quantos clipes que em poucos dias alcançaram milhões de pessoas. mi-lhões. vi o casamento de uma das minhas melhores amigas e chorei lágrimas gordinhas de felicidade.

falando nisso, chorei também quando olhei o cristo redentor pela primeira vez. você tem noção do que isso significa?

significa que, se tem algo que eu fiz nesse 2017, foi viver. cada momento, dia após dia, cada encontro, cada despedida, cada noite e cada dia. cada raio de sol que me iluminou me encontrou lá, babando por ele. 

cara, quanto amor. quantas pessoas que conheci e que me inspiraram de alguma forma, quantas pessoas que apenas me cumprimentam e já me enchem de carinho... só um abraço todo cheio de energia boa, sabe? 

descobri nesse ano que meu coração é feito de elástico e que pode aumentar a cada dia. 

você tem noção do que é isso?

e mesmo conhecendo gente nova todos os dias, eu continuo confiando nas pessoas certas. rodeada de amor, rodeada de sorte, rodeada de pessoas que apoiam cada sonho, cada frase escrita, cada colagem feita. cada ideia, também. e olha que são muitas.

mas ai sempre chega a tal da bad e diz: olha, tu tá lendo pouco esse ano, hein. e ai eu olho para a lista de livros lidos e penso "e num é que é"? mas ai eu analiso cada livro lido, depois cada filme visto e cada álbum novo que mexeu comigo através dos fones e é ai que eu penso "o que é ler pouco para você, subconsciente?". li a biografia da rita lee, vulgo rainha do meu coração, li a biografia do maurício de sousa, vulgo primeiro dono do meu coração, li histórias bonitas, li histórias tristes, li o que me coube ler. e não foi pouco, mesmo que eu insista em dizer que sim. ou então, acontece o seguinte, que é muito PIOR, minha mente diz que estou estudando pouco. convenhamos: a pessoa faz 4 anos de faculdade, logo depois de acabar o ensino médio, durante a faculdade faz uns 5 cursos e ainda quer se culpar por ficar um ano e meio sem frequentar algum meio acadêmico? desculpa, naiara. a vida ensina e esse é o seu curso por enquanto.

enfim.

vivi, cara. e se tu cruzou meu caminho nesse ano, viveu comigo. e se ainda vai cruzar, ainda vai viver. seja uma viagem, um show, uma noitada, um copo de cerveja, uma risada.

sigo em paz. me permito e me basto. evito me culpar por tudo, como sempre fiz, e ligo o foda-se para o que não depende de mim. e foi assim que, no ano mais doido da vida, eu me tornei a minha melhor versão. aliás, nesse ano comecei a enfrentar algo bem barra pesada, e foi assim, também, que descobri que eu sou mais macho que muito homem. amém, rita.

e que venha o resto de 2017, e que venha 2018 e que venha a vida toda pela frente. eu consigo me sentir ansiosa pelo futuro e mais ainda pelo agora. aceitar e agradecer, sempre.


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