o amor é uma coisa louca

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

o amor é uma coisa louca. eu não canso de dizer isso.

e eu escrevo sobre isso agora pois acabei de chegar em são paulo depois de passar 23 horas com a pessoa que amo. o coração ficou apertado assim que entrei na sala de embarque, e ainda está. mesmo tendo a certeza do amor, mesmo sabendo que tudo está bem, mesmo sendo tão recíproco e verdadeiro, a despedida dói. ficar longe, também. 

o amor é uma coisa louca. ele se instalou de tal forma em mim, com ele, que eu só queria poder juntar tudo numa coisa só. e eu sei que esse é o nosso destino: nós dois. eu sei, ele sabe, o mundo inteiro também. pode ser que demore, mas eu sei que um dia será. acho que é a única certeza que tenho na vida.

é por isso que digo que o amor é uma coisa louca: ele supera a distância, a saudade, a falta. é por culpa dele que nosso beijo combina, que nossa conchinha se encaixa, que os nossos tamanhos são parecidos: para que o nosso abraço seja tão aconchegante quando estamos juntos. ele é uma coisa louca pois, para nós, chegou do nada e permaneceu. e permanece. e parece que nunca vai embora. 

eu sinto falta da sua respiração ao dormir. sinto falta de acordar do seu lado, dos seus carinhos, do seu ombro, do seu toque, de te fazer carinho, da sua massagem. eu sinto TANTA falta. mas só de pensar que eu tenho uma pessoa nesse mundo que se encaixa tanto em mim, o coração começa a doer menos. é raro, né? amor avassalador que dizem. eu tenho. e eu só posso agradecer por tudo isso.

"por mais dias acordando do seu lado". que assim seja.

vamos falar sobre 2017

sexta-feira, 6 de outubro de 2017


vamos falar sobre 2017? vamos. ano difícil, hein? já dizia valesca: tiro, porrada e bomba. e dáááá-lhe bomba. 


como não posso falar por outros, falo por mim. não foi fácil e continua não sendo. foi O ANO da crise financeira e da preocupação com o que acontece de péssimo nesse mundão (ou seja, quase tudo). perdi minha vó, estou há 8 meses longe da minha mãe, passei 6 meses longe da minha melhor amiga, não paguei várias contas... entrei pra listinha vermelha de tantas, mas tantas empresas que ó, naiara neves é famosa no Serasa.

mas mesmo assim, sobrevivendo estou. e como dizia valesca: "desejo a todas inimigas vida longa, pra que elas vejam a cada dia mais nossa vitória". mentira. nem inimigos tenho. acho que, em todos os anos, esse foi o primeiro em que não fiz inimizades. apenas amizades. e das boas. quem encontrei pelo caminho mas que não me acrescentou em nada, simplesmente não permaneceu na minha vida, saiu logo em seguida. perder energia com quem não acrescenta? não rola. 

apesar de tudo do tanto que rolou esse ano, eu viajei, criei histórias, conheci pessoas, fui em tantos shows que todos os dedos das mãos e dos pés não são suficientes. conheci o rio de janeiro, cara. passei uma semana num lugar que tanto amo, me despedi da minha avó, planejei o lançamento de sei lá quantos clipes que em poucos dias alcançaram milhões de pessoas. mi-lhões. vi o casamento de uma das minhas melhores amigas e chorei lágrimas gordinhas de felicidade.

falando nisso, chorei também quando olhei o cristo redentor pela primeira vez. você tem noção do que isso significa?

significa que, se tem algo que eu fiz nesse 2017, foi viver. cada momento, dia após dia, cada encontro, cada despedida, cada noite e cada dia. cada raio de sol que me iluminou me encontrou lá, babando por ele. 

cara, quanto amor. quantas pessoas que conheci e que me inspiraram de alguma forma, quantas pessoas que apenas me cumprimentam e já me enchem de carinho... só um abraço todo cheio de energia boa, sabe? 

descobri nesse ano que meu coração é feito de elástico e que pode aumentar a cada dia. 

você tem noção do que é isso?

e mesmo conhecendo gente nova todos os dias, eu continuo confiando nas pessoas certas. rodeada de amor, rodeada de sorte, rodeada de pessoas que apoiam cada sonho, cada frase escrita, cada colagem feita. cada ideia, também. e olha que são muitas.

mas ai sempre chega a tal da bad e diz: olha, tu tá lendo pouco esse ano, hein. e ai eu olho para a lista de livros lidos e penso "e num é que é"? mas ai eu analiso cada livro lido, depois cada filme visto e cada álbum novo que mexeu comigo através dos fones e é ai que eu penso "o que é ler pouco para você, subconsciente?". li a biografia da rita lee, vulgo rainha do meu coração, li a biografia do maurício de sousa, vulgo primeiro dono do meu coração, li histórias bonitas, li histórias tristes, li o que me coube ler. e não foi pouco, mesmo que eu insista em dizer que sim. ou então, acontece o seguinte, que é muito PIOR, minha mente diz que estou estudando pouco. convenhamos: a pessoa faz 4 anos de faculdade, logo depois de acabar o ensino médio, durante a faculdade faz uns 5 cursos e ainda quer se culpar por ficar um ano e meio sem frequentar algum meio acadêmico? desculpa, naiara. a vida ensina e esse é o seu curso por enquanto.

enfim.

vivi, cara. e se tu cruzou meu caminho nesse ano, viveu comigo. e se ainda vai cruzar, ainda vai viver. seja uma viagem, um show, uma noitada, um copo de cerveja, uma risada.

sigo em paz. me permito e me basto. evito me culpar por tudo, como sempre fiz, e ligo o foda-se para o que não depende de mim. e foi assim que, no ano mais doido da vida, eu me tornei a minha melhor versão. aliás, nesse ano comecei a enfrentar algo bem barra pesada, e foi assim, também, que descobri que eu sou mais macho que muito homem. amém, rita.

e que venha o resto de 2017, e que venha 2018 e que venha a vida toda pela frente. eu consigo me sentir ansiosa pelo futuro e mais ainda pelo agora. aceitar e agradecer, sempre.


02 de outubro.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017


"eu vi minha vida dar mil voltas
e voltar sempre pra ti
eu senti o desespero
de ter que te ver partir
eu vivi tanto tempo longe
procurando me encontrar
pra descobrir que no teu peito
sempre foi o meu lugar..."

eu falo a, ele diz b. no final, e juntos, criamos a opção c.

ele é libriano e ainda não sabe muito bem o que fazer da vida. eu, aquariana, finjo que sei mas no fundo não sei, e ai ele me ajuda. 

eu digo que quero algo, ele diz que não pode me oferecer mas que, ó, te ofereço isso, quer? sinto muito por não conseguir dar mais. e eu aceito. chegamos numa idade em que sabemos que ninguém é perfeito. de vez em quando encontro uns e outros que parecem que são, mas no fundo eu quero é a bagunça que ele faz na minha vida. 

ele tumultua tudo.

ele diz que eu decido, de 6 em 6 meses, superar tudo o que sinto por ele. e é! ano passado, nessa mesma data, escrevi no diário "ele morreu pra mim e dessa vez para sempre". uma semana depois, tava lá um "falei com ele. escrevo sobre fins, mas não quero que tenha um". e ele tá certo, né? eu até tento superar, mas nunca dura muito tempo. são semestres e semestres e no meio de tudo isso já nos graduamos em "nós".

é ele que quero, de todas as trocentas pessoas que habitam esse mundão. 

e então, quando bate a insegurança e eu digo que o sentimento não é recíproco ele vem e me arrebata: "eu falar contigo todo santo dia é a maior prova de amor do mundo". pois tá ai, a pessoa que mais ama a solidão e que mais se afasta das relações sociais vive aqui, pertinho de mim, mesmo longe e tão longe. todo torto, mas todo na medida certa: a minha.

é claro que as vezes ele some, mas ó: sempre volta. são 4 anos, cara, e ele s e m p r e volta. nem precisa mais se desculpar... eu entendo, aceito e espero. todos nós precisamos de um tempo, eu preciso sempre - e esse foi um dos motivos do término dos meus relacionamento, saca só - e ele também entende quando eu preciso do meu espaço. quando eu digo que não quero mais, ele diz que ok e que está tudo bem. ele sabe que é questão de dias. quando eu volto, ele me recebe de braços abertos e nunca mais falamos sobre isso. só as vezes, na hora de ter uma DR básica que termina com aquela sensação de caralho, como eu amo esse homem.  

quando digo DR quero dizer diálogo. quando tivemos uma pessoalmente me surpreendi. era mais uma conversa, era a voz mais baixa do mundo e os olhos fechados. em seguida ele foi pro banho - desculpa, te atrasei - e quando saiu veio direto na minha direção para me beijar. e tudo ficou bem. 

ele tem um jeito estranho, ele sabe e eu sei. eu poderia ter fugido ó, há tempos. escolhi ficar. ele também. desde o início somos o que somos: eu colocando um destino mirabolante em cada ciúme que sinto e ele sendo pé no chão, vou ali me curar de algo que aconteceu e já volto. eu, a desesperada que manda um milhão de mensagens e no final diz ah, já decidi - sozinha, mesmo com os conselhos - e ele que quase não conta o que sente mas que de repente conta tudo - quando vejo tenho um turbilhão de informações novas sobre a pessoa que mais conheço nesse mundo todo. e a cada dia, pasmem, conheço algo novo. 

quando tivemos A dr pessoalmente eu disse que moramos longe demais e que não vai dar certo e que ele não faz isso e não faz assado e ele disse que a confiança que ele tem no sentimento basta. que estamos criando formas de nos aproximar com o tempo e que ele sabe que um dia vai dar certo.

um dia vai dar tão, mas tão certo. 

e enquanto isso seguimos, cada um com seus jeitos e manias e vivendo a vida, compartilhando segredos e sonhos. eu vou tendo o espaço que necessito para fazer minhas viagens, escrever sobre tudo e qualquer coisa, construir minha carreira, ter as minhas histórias para contar e ele seguindo a vida dele, compartilhando sempre comigo.

até que um dia, vai dar certo.

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feliz aniversário, meu bem. o mundo é teu. e o meu amor também.

ei, vó

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

cara, pense nuns dias malucos. vivi todos. semana retrasada estava no rio de janeiro, realizando um leve sonho que era conhecer a cidade maravilhosa. sim, era um sonho. eu tenho sonhos básicos e fáceis de realizar, sabe. realizei, mais um, dentre tantos que ainda quero riscar da minha listinha e depois repetir a dose. a semana passou, com aquela loucura básica de uma produtora cheia de novidades e muito trabalho, e a felicidade quentinha no coração. dai veio sábado, dia 23. o dia começou lindo, aquele céu azul de dar arrepios. peguei minhas malas e segui com meus amigos para jundiaí, itupeva ou cabreúva, não sei ao certo. começamos os preparativos para o casamento mais esperado do ano - quiça da vida! - eu estava tão feliz, mas tão feliz que quando o raphael me pediu para olhar as horas, eu respondi "14h59" sorrindo... talvez por pensar que ainda era cedo e por saber que passaria o dia com os meus melhores amigos. pois bem. poucas horas depois recebo uma mensagem e nela dizia que a minha vóvis bonitinha de cabelos brancos foi morar no céu com seu cícero e os filhos. morreu 15h, ao lado da minha mãe. ta ai, o tal do destino. nem sabia o que o futuro me reservava quando olhei a hora no celular. 

o dia começou a ficar cinza, mas ai recebi abraços, deles, de novo! e continuamos os preparativos, sempre com alguém me ajudando a colocar um sorriso no rosto para seguir em frente. ela descansou! estava sofrendo! é egoísmo pensar que ela deveria continuar aqui, sendo que já não aguentava mais, não é? é! me confortei. mas ainda sentia muitas e muitas coisas dentro do meu coração.

não sei se deus existe, talvez ele seja só a energia que sinto e que considero como fé, mas as vezes sinto que é uma injustiça tão grande levar todos os velhinhos fofos da minha árvore genealógica, sem nem avisar, sem tempo para despedidas. mas ai, quando a noite chegou, e depois o grande dia, olhei para todos os amigos reunidos e algo começou a fazer sentido. deus, que é a energia que sinto, escreve certo por linhas tortas mesmo. ele leva quem precisa levar e essa decisão dói, dói pra caralho, mas logo em seguida mostra que aqui existem pessoas de bom coração que simplesmente estão aqui, sem pedir nada em troca, só por amor. é possível mensurar o tamanho da minha sorte? não é.

ô dona madalena, sei que ai no céu não tem blog, facebook ou instagram, mas aqui vai minha mensagem: descansa, tá? tu seguiu seu ciclo, criou seus filhos, amou os netos, fez o melhor arroz com feijão do mundo e viveu. merece descanso, merece reencontrar os filhos, merece paz. e aproveita pra tomar um café com Sebastião, Suely, Esmeralda e com teu boy Cícero, tá? agora todos os nossos amores estão reunidos para cuidar de quem ficou por aqui, a família mais maluca que os Souzas e os Neves criaram. só não falem muito mal de mim, se for possível, e diz pro vô que eu não fiz medicina mas que tomei boas decisões na vida, ou que pelo menos tentei, tá? sigo sendo o melhor que posso com tudo que aprendi com vocês e me conforta saber que dei amor durante o tempo que tivemos. cruz nunca mais será a mesma sem ti, e nem pretendo voltar, não faz sentido se não for pra te encontrar sentada na calçada ou deitada na rede. vou sentir saudade dos nossos encontros, vó. e como. 

dói, vó. sempre vai doer. a morte ainda não é algo tão natural por aqui, mas vamos seguir. sei que você quer ver todo mundo feliz e em paz, e vamos ficar. prometo cuidar da tua nenê, vulgo minha mãe, e se eu for 1% da filha que ela foi pra ti, até o último minuto, já estarei feliz.

amo você, bonitinha. amo muito. 


2017 e seus aprendizados

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

2017 não me trouxe muitas realizações materiais - ou cursos, viagens e tatuagens. mas 2017 me trouxe aprendizado, de todos os tipos. esses são os mais importantes: 

aprendi a me tornar ainda mais sozinha, e a me completar com a solidão - dizem que quando você se depara com ela é porque precisa mais de si. consegui.

aprendi que quando você faz algo por amor, a esperança se torna mais forte do que a espera. eu tenho esperança que os frutos serão colhidos, talvez amanhã, talvez ano que vem. mas que um dia os meus sonhos serão realizados. 

aprendi também que quando você quer muito uma coisa, você consegue. mesmo que demore. 

e aprendi, principalmente, que não importa o que aconteça, eu não posso tirar o sorriso do rosto.

pois bem, sigo sorrindo. pelo resto desse ano e por todos os outros. é só o começo de uma vida adulta cheia de obstáculos, mas também cheia de amor. e eu não vou, e nem quero, desanimar. algumas pessoas dependem da minha felicidade, e são essas que eu nunca quero decepcionar. 

ei, você.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

ei, você. você mesmo. sabe esse problema ai? ele será resolvido. talvez com ou sem a sua ajuda. as vezes nem é um problema propriamente dito, mas uma fase - e ela também vai passar.

você precisa é dar tempo ao tempo. escutar o seu coração. respirar. sentir um ventinho no rosto - mesmo que seja na janela do ônibus. já te falaram que tudo passa, né? amores machucados vão embora com o tempo, pessoas que te fazem mal o universo leva pra longe, dinheiro um dia chega - talvez pouco, mas chega. então senta, relaxa, respira.

você é maior do que isso, sabe? e problemas existem aos montes, desde sempre e para sempre. se você pirar, eles não irão se resolver. e se você pirar em todos, no final não vai existir nada de você.

e você, sinto falar, está nessa vida para existir. para existir, viver, se conhecer. e sobreviver. aos problemas, fases, complicações. é lindo sorrir no final de tudo e saber que a vida só te preparou para o próximo desafio. e quando ele chegar, você já estará calejado. tão calejado que nem sente, só pega a cara, sem se esquecer da coragem, e vai. experiência de vida, é esse o nome. ou histórias para contar, você escolhe.

senta, relaxa, respira. você é maior do que tudo isso, não se esqueça.

confia e torce, mas não se esquece de se agarrar na fé.


25.07

terça-feira, 25 de julho de 2017

dia nacional do escritor. 

comecei a escrever em diários com 10 anos, mais ou menos. desde então, esse hábito nunca morreu e se tornou mais forte ao longo dos anos. o amor pela leitura me deixava com vontade de escrever, então passava horas e horas colocando no papel todos os detalhes do meu dia. todos. os. detalhes. hoje em dia, aumentei o leque: escrevo no diário, aqui, na máquina de escrever, em post its perdidos pelo mundo, e estou pensando no meu futuro livro. 

a escrita sempre me salvou, e é impossível me curar de um sentimento sem colocar ele no papel. parece que, quando sai, seja bom ou ruim, tudo começa a fazer (ainda) mais sentido. 

espero, daqui alguns poucos anos, comemorar esse dia da forma correta: olhando para o meu livro (ou livros) com a certeza de que segui o melhor caminho: continuar escrevendo, apesar da insegurança que sempre me faz querer desistir. 

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