quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

é muito difícil correr atrás do que se deseja. esperamos as coisas darem certo sem antes fazer por onde. nos achamos capazes, até vir alguém e desafiar. nos julgamos espertos, até alguém provar que não somos. 

julgamos que será fácil, até a vida mostrar o contrário. achamos que sabemos tudo, mas o mundo está sempre pronto para mostrar que não, não estamos, que é necessário um pouco mais de coragem. coragem. uma palavra de apenas 7 letras, mas que carrega um universo no significado. sem ela, não conseguimos nada. nem avançar para o dia seguinte. no mundo de hoje, até para dormir-acordar-continuar é necessário um pouco de força de vontade. um pouco não, um mundo. 

existe, por ai, um vasto espaço inteiro de possibilidades. mas o mundo não vive dentro de nós - precisamos alcançar. tarefa difícil, eu sei. não tem manual e muito menos mapa. é necessário sair tateando através dessa via láctea tão ampla que somos. conhecimento exige tempo - e foco. nesse caso o foco foge do sentido que conhecemos. só aprendemos que o foco é necessário na hora de ganhar dinheiro - papel sujo mais do que importante na hora da sobrevivência. será mesmo? decidi fazer do meu ano de 2017 algo diferente, com um pouco mais de amor por tudo. ler, criar, escrever, estudar, viajar. fácil, não. quem disse que seria fácil? mas é crescimento. não apenas de intelecto, mas de asas. nenhum pássaro aprende a voar assim que nasce - ele aprende, e aos poucos. 

para se conquistar o mundo, é necessário primeiro conquistar a si mesmo. e essa é a parte mais importante. que possamos nos permitir esquecer que somos humanos - e aprender a ser passarinho. 

ninguém falou que seria fácil - e muito menos impossível. é tudo possível, mas para isso é necessário deixar o medo de lado - e o orgulho, a insegurança, o receio - e dar as mãos para a coragem, o amor, o foco e a vontade.

se você quer, faça. o que não falta é tutorial (ou conselho).

uma bagunça só

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

não sonhava com você há tempos. acho que meu subconsciente sabia que eu não estava preparada e que ainda não aceitava o fim de tudo.

até essa noite.

sonhei com você e foi, novamente, enlouquecedor. aquele tipo de sonho que me faz acordar e pensar "é ele". tão real. se eu me esforçar, consigo lembrar até do seu cheiro. meu coração ainda está disparado e não paro de pensar em você. dessa vez, como em muitas outras vezes, fui te contar. mesmo sabendo que não nos falávamos há meses. e mais uma vez, comprovei o que sempre soube: essa nossa história, mesmo louca, ainda não teve um fim, nunca foi um fim e não sei se um será. talvez apenas quando todos os sonhos que nos acordam em várias noites se concretizarem em beijos e abraços reais. e talvez, mesmo assim, ainda não terá um fim. 

podemos não sobreviver a nada, nosso destino pode não ser o mesmo, mas sei que meu coração vai sempre disparar ao lembrar e ao falar com você. a realidade é essa: você vai sempre me bagunçar. vai sempre pegar o meu corpo e a minha vida e chacoalhar até não sobrar uma peça no lugar.

isso não é lá tão bom e não é o tipo de vida que eu sonho em ter, mas você sabe que eu gosto de ser uma bagunça só. deve ser por isso que você apareceu. 

o mundo está cheio de pessoas que podem me fazer ter paz, mas só existe uma que não vai me deixar respirar sem uma certa dificuldade: você, dono do universo particular que é meu coração. 

Federica Bodoni

desencana

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

acabei de conversar com um amigo que disse "você se preocupa demais com o que as pessoas pensam de você, mas nem jesus agradou todo mundo, então desencana".

ta ai algo que faço muito: me preocupo com o que pensam de mim. talvez por ter ouvido durante toda a minha infância a frase "você é a mais centrada da família" e por desde cedo me preocupar com o meu lado profissional. além de tudo, me preocupo com a amizade que ofereço para as pessoas. e nisso, acabo tentando agradar a todos: quem trabalha comigo, quem é da minha família, quem é meu amigo e quem me conhece na rua. pelo menos consegui me livrar da pressão de agradar quem se relaciona amorosamente comigo, talvez por já ter passado por coisas demais e por saber que meu esforço muitas vezes não vale a pena nessa área.

no fim, com toda essa pressão, quem é a mais prejudicada? eu. afinal, nem jesus conseguiu agradar todo mundo e eu continuo aqui, tentando. e quando percebo que não consigo, me sinto mal. quando falho como filha, irmã, profissional, tia ou amiga, meu mundo cai. mas quando falham comigo, eu sigo em frente. errado, né? dessa forma sigo sendo um pouco pilhada demais, sendo que sou humana e também erro - e muito, inclusive. mas erros são comuns e não tem como evitar, apenas é possível aprender com eles para não errar novamente. mas passar a vida tentando agradar, cansa. cansa demais. 

2017 já está quase ai, janeiro também. e com ele, meus 23 anos. acho que já tenho uma meta para cumprir: abstrair, tocar o foda-se e viver, sem me preocupar em agradar todo mundo... sei quem corre lado a lado comigo, e sei que essas pessoas sabem que vou sempre tentar fazer o meu melhor, mas que nem sempre vou conseguir. e que isso não muda o que sinto, o que sou e muito menos a quantidade de amor que guardo aqui dentro. afinal, é só isso que deve importar. 

valendo!

eu perdi a foto

segunda-feira, 28 de novembro de 2016


panetone

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

oi, vô.

daqui alguns dias sua ausência fará 7 meses. já estou melhor, mas as vezes, quando lembro do seu jeito, a saudade me derruba completamente. 

já é quase dezembro e o final do ano está ai. ainda não comi nenhum panetone e atualmente isso é o que mais me machuca. você sabe que eu amo panetone e que, se pudesse, comeria um todos os dias. você era meu fornecedor oficial, vô. durante toda a minha vida não teve um só final de ano que você não me enchia de panetone. eu chegava na sua casa e tinha quase todos os dias, junto com o seu café. as vezes eu acordava e tinha até na minha casa. era tão fofo, vô, seu jeito de demostrar amor nas pequenas coisas do dia. e isso dói tanto. acho que não quero mais comer panetone, vô. vou me lembrar de você e isso vai me machucar demais. a morte faz isso com a gente, né? ela esconde saudade e dor em qualquer canto e qualquer sabor. 

sei que naquela tarde de sexta-feira, pouco antes de te perder, eu agradeci por tudo. por todo o amor que você me deu. nesse agradecimento estava incluso todos os panetones, vô. e sei que de onde estiver você vai saber que eu sou muito grata por tudo... por cada doce antes do almoço, por cada café antes da escola ou do trabalho e principalmente por cada pedacinho de amor que você me ofereceu sem pedir nada em troca. eu trocaria todos os panetones por um pouco mais de você na minha vida, vô. mas sei que de alguma forma você ainda está aqui, cuidando de mim e de nós. enquanto isso, eu cuido do meu sentimento por você para que ele não morra jamais. 

eu sinto vontade de comer panetone, vô. mas não tem graça sem você. 

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Atualizando:

vô, meu pai comprou um panetone ontem. falei que não precisava e que me fazia lembrar de você. choramos. 

se joga

sexta-feira, 25 de novembro de 2016


já perdi as contas de quantas vezes ouvi o famoso "tenho medo de você". são vários motivos, N motivos. bota N nesses motivos. e em diversas vezes pensei "ok, pra não deixar ninguém inseguro ou com medo, vou ser um pouco menos de mim", sendo que isso é errado. erradíssimo. se tem uma coisa que isso é, é errado. cada um tem um jeito, defeitos e qualidades. e isso não deveria assustar ninguém. é a sua personalidade que, mesmo com tudo, deve ser digna de admiração... e não de medo.

no mundo em que vivemos é fácil ter medo. vivemos e respiramos essa palavra de quatro letras e duas sílabas que faz a felicidade parecer uma utopia - e pior, inalcançável. deixar o medo consumir, então, é entregar os pontos e claramente dizer: eu não consigo, eu não quero. é dizer: já pode sair da minha vida, eu não sei lidar com você... por medo. acho que escrevi algo tão bizarro... e tão real.

sou adepta ao "se joga" e ao "vamos? vamos". nesse mundo, onde vivemos com medo, de tudo e de todos, se jogar em alguém é libertador. em alguém ou em algo - sonhos, por exemplo. é entregar todas as suas chances na mão da felicidade e deixar que ela cumpra o seu papel.

pode doer? claro. tudo pode doer. mas como sempre digo: é fácil juntar os cacos, só é necessário um pouco de paciência, de amor e de coragem. perder o medo não é fácil, mas se curar de um machucado pós medo necessita coragem. e bom, já que você causa medo em alguém, sem duvidas você é corajoso. vai sobreviver.

aquele grande filósofo contemporâneo que deve existir mas que eu não conheço já dizia "não deixe o medo de errar impedir que você jogue". não gosto muito do verbo jogar - não quero que alguém jogue comigo e não quero tratar ninguém como um tabuleiro que precisa ser estudado e manipulado. mas a real essência da frase é o que tentei traduzir em tantas palavras: não deixe o medo te impedir. na verdade eu poderia apagar tudo e só escrever essa frase já que, para bom entendedor, meia palavra basta. mas talvez seja necessário escrever mais - até para que eu consiga me compreender e aceitar que não posso deixar o medo me consumir. eu também tenho medo, todos nós temos. mas não está nos meus planos me entregar, e não deveria estar nos seus.

tenho planos de viajar, de morar sozinha, de conhecer o mundo, de tentar coisas novas, de abrir um sebo e escrever um livro. de um dia ter um filho, também. nesses planos não entra a entrega. a não ser que seja me entregar ao que pode me fazer feliz.

fulano tem medo de fulano, você tem medo dele e ele tem medo dela - e assim, seguimos infelizes. preciso repetir? se joga.

amores

terça-feira, 22 de novembro de 2016

apenas 22 anos e muitas histórias de amor. aquelas que deram em algo - aliança, cartas, novas famílias - e aquelas que não deram em nada. em nada, ou em tudo? 

foram intensas, dolorosas e deixaram saudades cortantes. foram tristes e rápidas. passageiras e eternas. felizes. não acho que o amor é apenas quando dura - ele existe quando o tempo é curto, também. afinal, quem decide o que é uma história de amor? isso mesmo, o amor. que me fez perder o ar, o chão e o medo. logo eu, tão centrada e medrosa. tenho mais frases escritas, bilhetes de cinema, notas fiscais e papel de chocolate do que dinheiro, graças a Deus. tenho uma coleção de cenas engraçadas, e tristes. tenho amores, e guardo todos no coração, como se fossem bilhetes guardados no fundo de uma gaveta. bilhete guardado no fundo de uma gaveta? tem, também. já comprei passagem pra outra cidade sem nem olhar a conta bancária só pra ver um amor, e depois outro amor, já fiz surpresas, já aprendi a fazer arroz (e já desaprendi, também. quando o amor se vai, leva outras coisas. a prática na cozinha foi uma delas). já escrevi cartas e poemas, já fiz desenho e colagem. já fiz de tudo. resumindo: amei.

e já dizia Renato (o Russo): e quem um dia irá dizer que não existe razão nas coisas feitas pelo coração?

que eu siga amando sem limites. 


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